Se tem um nome que ecoa com força dentro do Mundo Virtual, esse nome é Glenda Paiva. Jornalista afiada, comunicadora destemida e referência quando o assunto é opinião sem filtro, Glenda não passa despercebida e nem quer.
Nesta entrevista exclusiva, conversei com Glenda sobre os desafios de ser uma voz crítica no MV, os bastidores das notícias mais marcantes, polêmicas que dividiram opiniões e sua visão sobre o futuro do cenário virtual,confira:
1. Pra quem ainda não te conhece (o que eu acho difícil), quem é Glenda Paiva?
Glenda Paiva é jornalista, comunicadora, comentarista, fofoqueira, influenciadora virtual e ativista quando precisa ser. Eu sou a voz que muita gente tenta silenciar. Não faço média, faço análise. Não agrado a todos. Porém, informo até quem me detesta. Sou um nome consolidado no MV porque nunca precisei puxar saco de ninguém pra ser ouvida.
2. Como é ser jornalista em um espaço tão caótico e intenso como o MV? O que te atrai nesse universo? E já passou por algum caso de censura por conta do seu trabalho?
É caótico, sim. É intenso, sim. Mas também é viciante. O MV me atrai porque ele se reinventa. Agora… tem ego, tem vaidade, tem autor achando que é celebridade quando mal escreve uma sinopse decente. E claro que já tentaram me censurar, já quiseram me calar, já vieram com ameaças veladas e unfollows performáticos pra tentar me derrubar de alguma forma. Mas eu não me dobro. Quem trabalha com verdade e não com bajulação, incomoda mesmo. E eu durmo em paz sabendo que incomodo os certos.
3. Qual foi a notícia que mais te marcou desde que começou no mundo virtual? Aquelas que você nunca esquece.
Duas me marcaram de um jeito que não tem como esquecer. A primeira foi o caso da série Alguém Seguiu Você, com aquela temática absurda envolvendo zoofilia. E a segunda, talvez ainda mais grave, foi o escândalo racista envolvendo Ryan Ozaki, ex-autor do Star, que teve áudios racistas vazados. Eu fui a primeira a divulgar e dar nome aos bois. Porque quando o assunto é racismo, não existe “lado”. Existe certo e errado. E eu me recuso a ser conivente com erro, por mais famoso ou querido que o autor seja.
4. Você já se envolveu em várias polêmicas no MV. Se arrepende de alguma ou acredita que todas foram necessárias para firmar sua voz?
Não me arrependo de nenhuma. Eu não crio polêmica, meus amores, eu reajo a situações que pedem posicionamento. O que muita gente chama de “polêmica”, eu chamo de “coerência”. Já teve caso de gente me atacando e depois mandando coraçãozinho no privado, tá? O MV é cheio desses personagens bipolares que agem conforme a necessidade do momento. Mas cada embate serviu pra reforçar o que eu sou. Uma mulher de opinião.
5. Como você enxerga o atual cenário do MV? Ainda é um espaço de inovação ou está se perdendo em mais do mesmo?
O MV vive um looping criativo. Tem gente talentosa, tem, mas tem também muita reciclagem de ideia velha. Muita trama feita pra agradar bolha, pouca coragem pra quebrar padrões. As exceções brilham justamente porque são raras. Ainda é um espaço fértil pra inovação? É. Mas só pra quem tem coragem de incomodar, de experimentar, de ir além do que já deu certo. O resto tá só jogando seguro, como o próprio Noveleiro Nato atualmente. Além disso, alguns canais, como a própria Lacre TV, não sabem se mostrar no meio virtual, não se importam com suas divulgações nas redes sociais. Viram quase canais mortos.
Obrigado Glenda pela oportunidade, antes de sair confira outras notícias e me segue no Instagram manchete.mv . Até já!

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